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Marketing
Saiba como vai ser o consumidor pós-crise
Dec 19th
Quais serão os seus hábitos de consumo? Quem irá consumir mais? Qual o papel das redes sociais e da responsabilidade social para as marcas? A mediaedge:cia apresenta uma análise sobre o possível futuro do mercado do consumo, juntamente com diversas “guidelines” para as marcas que queiram sobreviver ao “pós-crise”.
Segundo Rúben de Almeida Domingues, Chief Strategy Officer da mediaedge:cia, a análise foi elaborada pelo Medialab, tendo por base “a consulta interna do grupo, ao nível nacional e internacional”.
Segundo a análise apresentada pelo grupo, muitos consumidores regressarão aos velhos hábitos de compra, abdicando do “estilo de vida mais simples” adoptado durante a época de crise. Sofrendo o risco de se regressar ao “paradoxo da escolha’ – o efeito paralisante de ter demasiado onde escolher – muito presente antes da recessão, as marcas devem, por isso, apresentar maiores vantagens para os consumidores ao reduzir e simplificar o leque de escolhas.
Por sua vez, durante a crise, uma grande parte dos consumidores descobriu os benefícios da partilha de informação através das redes sociais para a procura de uma melhor relação qualidade-preço-valor. Segundo as “guidelines” da mediaedge:cia esta tendência deverá manter-se e, consequentemente, as marcas terão de compreender a relevância das estratégias implementadas a este nível, mas acima de tudo, o facto de, nas redes sociais, cada caso ser um caso. As estratégias para o online devem por isso ter em conta a diversidade de formas de utilização e de perfis de utilizadores.
Numa altura em que muitas empresas foram alvo de escândalos públicos, redescobre-se cada vez mais os benefícios das acções de responsabilidade social, que além de gerirem dividendos ajudam a reconstruir a confiança do consumidor. Neste sentido, as marcas devem “conversar” com os consumidores, no sentido de demonstrar que os princípios morais e sociais têm de estar claramente integrados no significado da marca. Os consumidores são conhecedores do ‘greenwashing’ e exigem uma evidência real do comportamento das marcas. Desta forma, ao nível de consumo, as pessoas poderão vir a valorizar cada vez mais os serviços prestados pelas empresas, como factor de diferenciação para a escolha dos produtos.
A análise da mediaedge:cia afirma que num clima de redução do consumo e pressão sobre os recursos mundiais, “alguns fabricantes estão a mudar a sua abordagem, passando de conquistar e utilizar a natureza, para uma utilização dos seus recursos com maior respeito e de uma forma mais equilibrada”. No entanto, com o envelhecimento da população, será necessário um maior leque de serviços e produtos orientados para o “cuidado das pessoas”. Assim, as marcas que demonstrem maior preocupação com o cuidado com os consumidores estarão melhor posicionadas para prosperar.
Ao nível do público, o crescimento do rendimento das mulheres nos próximos cinco anos, devido ao aumento do número de mulheres a serem contratadas e à redução da diferença nos rendimentos, representa um mercado emergente duas vezes o tamanho da China e da Índia juntas. O estudo refere também existirem diferenças sobre a forma como as mulheres gastam o seu dinheiro: “têm tendência a gastar mais em coisas ligadas ao bem-estar das pessoas, como saúde e educação e tendem igualmente a poupar mais, mostrando um comportamento financeiro menos arriscado”. Consequentemente, esta mudança representa uma enorme oportunidade para novos produtos e serviços, bem como um desafio de comunicação para as marcas que tenham, tradicionalmente, utilizado um tom ou posicionamento mais “masculino”. No entanto, embora o género seja um elemento decisivo os marketeers têm que ter claro a que tipos de mulheres se dirigem. Em suma, “Mulheres” não é uma definição de target.
CK
Fonte: Mediaedge:cia
Cuidado com as provocações
Nov 23rd
Quando queremos na publicidade comunicar um pequena “provocaçãozinha” aos nossos concorrentes, temos que pensar antes na capacidade de resposta deles e suas proporções!
Nos EUA a Audi quis comunicar um novo modelo automóvel da sua gama, “picando” a sua rival e congénere alemã. Na foto abaixo, o outdoor da Audi com a imagem do seu novo A4 é acompanhada pela frase: “Your move BMW”… dias mais tarde, aparece o outdoor/reposta da BMW.
Com uma simples jogada a BMW coloca a imagem do seu modelo concorrente ao Audi e escreve: Checkmate.
A Economia da Reputação
Nov 17th

Li este post do Marcelo Minutti no blog: http://colunistas.ig.com.br/tecnozilla e acho que merece ser partilhado para mais uma vez colocar alguns directores de marketing a refletir algumas das suas estratégias.
“Vivemos um momento único nos mercados de consumo. Os modelos e ferramentas que sempre foram utilizados pelas empresas na economia tradicional já dão sinais de ferrugem.
Os economistas sempre trataram mercados “não monetários” (aqueles onde as trocas não são realizadas através de papel-moeda) com um pouco de desdém. O problema é que agora não está dando mais para ignorá-los e a economia da reputação está ocupando um lugar de destaque nos mercados atuais.
Com a expansão da Internet e proliferação das redes sociais, o valor das coisas não são mais definidos apenas pelas campanhas de marketing que as empresas fazem, mas também pela reputação que os mesmas possuem dentro das mídias sociais.
Podemos dizer que esse fenômeno não é novo, pois sempre houveram redes de conhecidos, que através do milenar boca-a-boca, criavam e espalhavam a reputação de produtos e pessoas.
A grande diferença para os tempos atuais é que a Internet potencializou esse comportamento humano. Com isso, fez com que o inocente boca-a-boca de antigamente transformasse-se no pesadelo dos profissionais de marketing.
Com isso, o valor das trocas (indicações, links, twittadas, blogs de recomendação, comunidades de reclamação, etc) na economia da reputação tem tornado-se cada vez mais relevante e perceptível para as organizações.
Uma pesquisa recente, publicada no Valor Econômico, mostrou que mais de 90% dos internautas pesquisam sobre produtos e serviços antes de comprar. Assim, aqueles produtos que tiverem a melhor reputação dentro das mídias sociais saem na frente na concorrência com seus rivais de menor valor no mercado de reputação.
Já está muito claro para todos, consumidores e empresas, que o ambiente de negócios não é mais o mesmo e não adianta ficar indiferente a pressão que a reputação digital tem exercido sobre marcas, produtos, pessoas e tendências. Sendo assim, quem souber aproveitar melhor as oportunidades que este novo cenário está gerando sairá na frente.”
Marcelo Minutti (Explorador e curioso voraz de tecnologia, inovação, marketing eletrônico e comportamento digital)
Realidade Aumentada: Burger King Dollar Menu
Nov 13th
Já existe algumas acções de realidade aumentada na internet, mas a agência Crispin, Porter + Bogusky (EUA) inovou e desenvolveu a realidade aumentada num banner para comunicar o “Dollar Menu” da Burger King.
Veja o exemplo atraves do video youtube e depois experimente atraves desde site (aceda aqui).
É simples, basta clicar em “Active Webcam” , de seguida clicar em permitir o acesso à câmara. Estando a webcam ligada, o objectivo era ter uma nota de $1,00 Americano, mas com uma de 10€ ou de 20€ funciona na mesma, não experimentei com outras do EURO
centre a nota no rectângulo e veja os hambúrgueres a surgir, no fim em vez do seu rosto aparecerá a mascara do Rei King. Experimente!
Comunicação c/ Criatividade = + Lucro!
Nov 13th
Como ex-vendedor, sempre fui contra de que para aumentar vendas, temos que baixar os preços. Os digníssimos Directores Comerciais com quem tive o prazer de trabalhar, no momento de aumento de objectivos ou em alturas de “crise” tinham sempre as brilhantes ideias de fazer coisas maravilhosas para se vender mais… colocar os vendedores a trabalhar 24horas por dia, prospectar 100 clientes por dia, colocar vinil nos carros dos vendedores a dizer “campanha, oportunidade, baixa de preço” etc… etc… Existe várias variaveis para serem trabalhadas para aumentar o lucro das empresas! como?! Vejam um pequeno exemplo de como criatividade ajuda um pouco:
IPAM re-branding
Nov 6th

O Instituto Português de Administração de Marketing, faculdade onde frequento o ultimo ano da licenciatura de Gestão de Marketing, apresentou hoje o re-branding de toda a sua imagem. Com os 25 anos de idade, Carlos Coelho (o guru das marcas português) CEO da Ivitye Conselheiro para a Inovação e Tendências do IPAM foi o coordenador desta operação.
O logo está mais agradável, muito tendência 2.0, mais limpo e pensado para abordar outros mercado, que não o luso.
Para quem gosta desta materia, pode ver ao pormenor o Livro: “IPAM Brand Book” aqui.
Anúncio Pingo Doce, marketing-viral acidental?!
Nov 6th
Quer se queira, quer não, nunca um anúncio em Portugal deu tanto que falar! Sou totalmente contra quando ouço alguns empresários dizer: “bem ou mal, o que eu desejo é que a minha empresa seja falada”. Estes senhores, é normal, não sabem o que dizem. Apetece-me dizer, Perdoai-os Senhor, porque eles não sabem o que dizem! O poder dos media e dos social-media é hoje enorme, e estes são nada mais nada menos que “OS CONSUMIDORES”!
O que é certo, é que, o que parecia uma publicidade longa e repetidamente rodada na tv, se tornou num tema falado, comentado e odiado por muitos. (noticia do jornal i online).
Nas redes sociais os comentários ao anúncio já são aos milhares e foram criados até grupos anti-anúncio. (grupo facebook: Gente que não grama o anúncio do Pingo Doce).
O trabalho foi realizado pela agência de publicidade Duda, instalada em Portugal desde Setembro deste ano. Duda foi o homem responsável pela campanha que levou o presidente do Brasil ao poder, Lula da Silva.
Talvez Duda não esteja completamente enquadrado com a realidade portuguesa, existe certos aspectos no anúncio que, não estão completamente “actualizados” com a realidade portuguesa. E, ou o Pingo Doce está a mudar agora o seu posicionamente ou este anuncio é um claro erro de casting ou falta um verdadeiro marketeer na agência de Duda. O target da comunicação agora parece outro, pois não revejo o seu estilo de comunicação passado com coerência, serviço especializado, confiança e preocupação com notoriedade de marca com esta comunicação actual.
A ver vamos como irá o PD sairá deste momento…
Kellogg’s combate marcas de distribuição com logotipo nos flocos
Oct 28th

Andava eu a ler a “Meios e Publicidade” quando deparo com a noticia que a “Kellogg´s pretender marcar cada floco a laser com o logotipo da empresa. Com esta acção, a empresa pretende frisar que não faz cereais para outras empresas, ao mesmo tempo que luta contra os seus concorrentes de marcas de distribuição. A tecnologia para colocar a assinatura da Kellogg’s nos flocos individuais vai ser agora testada e, caso se confirme a viabilidade da inovação, será depois aplicada em larga escala, abrangendo outras marcas da empresa como Frosties, Special K, Crunchy Nut e All-Bran.” (M&P).
A Kellogg´s investe bastante da sua comunicação para alertar os consumidores que as outras marcas não usam produtos kellogg´s; certo, mas até que ponto ele (consumidor) verá um maior valor nisso para optar por Kellogg´s e não por outra marca!? Acredito que as chamadas “marcas brancas” venham tirar uma boa percentagem de mercado da Kellogg´s, contudo o mercado já por várias vezes e em determinadas marcas mostrou não olhar apenas à variável preço na altura de comprar. Estou certo que haverá outras estratégias para combater as “marcas brancas”. Aliás, neste momento as cadeias de distribuição tem nos seus lineares quase todos os tipos de artigo com o rotulo da cadeia, qual a marca em determinado sector não foi “atingido” por um concorrente desses?
Penso que este tipo de comunicação só desgasta a imagem de marca da Kellogg´s e não acrescenta mais valia à marca.
Marketing Show, Exponor
Oct 28th
A Exponor vai ter nos dias 6 e 7 de Novembro uma feira inteiramente ligada ao Marketing. De salientar a Conferência «Sold Out - Tendências e Integração no Marketing» a realizar no dia 6 das 10h às 18h em que estará presente um brilhante orador, Carlos Coelho – Especialista em gestão de marcas da Ivity Brand Corp, Ermanno Aparo – Professor no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Brito Professor de Marketing e Estratégia Empresarial na Faculdade de Economia do Porto e Consultor, Robert Mueller - Gruenow CEO at Scentcommunication, Luís Rasquilha – Managing Partner/Senior Vice President da AYR Consulting; Administrador da United Media; Assessor da Administração da Multipublicações (Marketeer; Executive Digest; Prémiere, Paula Antunes Pereira – Responsável pelo Marketing Directo dos CTT, Ricardo Clemente – Director Geral da OgilvyOne, Fátima Marcos Indícios – Market Research and Owner e Magma - International Research, António Galvão Lucas – CEO do grupo Dot One, Daniel Sá – Director do IPAM Matosinhos (essa magnifica faculdade de Marketing) e como moderador o meu caríssimo prof. da cadeira de Plano de Marketing Dr. Hugo Torres.
Não se esqueçam de fazer a inscrição que ronda os 25€. Eu estarei por lá!
…pena o video de promoção ao evento (ver abaixo) estar tão fraquinho…

