É uma visão mais realista do que os habituais delírios tecnológicos, sobre a evolução da web. Prevê mudanças radicais no consumo, mas assente em factores como a predominância da língua chinesa e a capacidade da banda larga.

Dentro de 5 anos, a maioria dos conteúdos serão produzidos em mandarim ou cantonês, idiomas do país mais povoado do planeta, com 1350 milhões de habitantes. Leia-se, potenciais consumidores. Essa é a primeira certeza subscrita por Eric Schmidt, presidente executivo da Google, num simpósio sobre o futuro da Internet, em Orlando, Florida.

Uma visão onde invoca a chamada Lei de Moore, princípio da evolução do hardware, para concluir que, no mesmo prazo, teremos computadores 10 vezes mais potentes que os actuais core 2 duo… A banda larga estará muito acima dos 100 Mega e a distribuição diferenciada dos sinais de Televisão, Rádio e Internet será coisa do passado.

Sobre a irreversível tendência rumo ao vídeo, o patrão da Google sabe do que fala: “estamos a começar a fazer dinheiro a sério com o Youtube!”

Deixa para o capítulo que mais interessa ao célebre motor de pesquisa: a informação em tempo real, personalizada! Tão valiosa na Internet como qualquer outra, garante Schmidt. “Queremos incluí-la nos resultados de pesquisa, já podemos indexá-la nas buscas -  mas como hierarquizar essa informação?” Pergunta que, segundo ele, traduz o maior desafio da net, na nossa era.

Luis Ferreira, antena3

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