Make

Por Jorge Rosendo · Consultor de Marketing com IA, SEO e GEO
Publicado: 19 de setembro de 2026 · Última atualização: 19 de setembro de 2026 · Testado por mim: usado em projetos de automação para clientes e testado para esta review

Em resumo

O que é Plataforma no-code de automação que liga aplicações em cenários visuais, com módulos de IA, agentes e servidor MCP
A minha nota 8/10
Melhor para Processos de marketing e vendas com várias condições, ramificações e passos de IA, a um custo baixo por execução
Menos bom para Quem quer a automação mais simples possível ou precisa de alojar a ferramenta nos próprios servidores
Plano grátis Sim, 1.000 créditos por mês e 2 cenários ativos
Preço pago Core a partir de 9 $/mês (anual) ou 10,59 $/mês, com 10.000 créditos
Português de Portugal Interface só em inglês; os passos de IA escrevem bem em PT-PT com instrução
Site oficial make.com

O meu veredicto numa frase: é a ferramenta que recomendo quando uma automação deixa de ser "se acontece A, faz B" e passa a ter decisões, várias aplicações e IA pelo meio, desde que alguém na equipa aceite aprender a lógica dos cenários.


Índice

  1. O que é o Make
  2. Como uso o Make no meu trabalho
  3. Principais funcionalidades para marketing
  4. O Make em português de Portugal
  5. Preços e planos
  6. Prós e contras
  7. Para quem é (e para quem não é)
  8. 5 casos de uso com prompts prontos
  9. Make vs alternativas: quadro comparativo
  10. A minha avaliação por critério
  11. Perguntas frequentes
  12. Veredicto final
  13. Artigos relacionados

Termos usados nesta página

  • Cenário (scenario): o nome que o Make dá a uma automação. É um fluxo visual de módulos ligados entre si, que corre quando algo acontece ou a uma hora marcada.
  • Módulo: cada passo de um cenário (ler um formulário, criar um contacto no CRM, chamar a IA, enviar um email).
  • Crédito: a unidade de faturação do Make. A maioria dos módulos gasta 1 crédito por cada vez que executa; os módulos de IA do próprio Make gastam conforme os tokens usados.
  • Router: módulo que divide um cenário em vários caminhos, cada um com as suas condições.
  • Webhook: endereço que recebe dados de outra aplicação no momento em que algo acontece, para o cenário arrancar logo.
  • Agente de IA (Make AI Agent): um passo do cenário em que a IA decide que ferramentas usar para cumprir um objetivo, em vez de seguir uma sequência fixa.
  • MCP (Model Context Protocol): norma aberta que permite a assistentes como o Claude ou o ChatGPT usar ferramentas externas, incluindo os seus cenários do Make.

1. O que é o Make

Resposta curta: o Make (antigo Integromat) é uma plataforma de automação no-code da empresa checa Make, do grupo Celonis. Liga mais de 3.000 aplicações em cenários visuais, com condições, ramificações, tratamento de erros, módulos de IA e agentes. Cobra por créditos consumidos e tem plano gratuito.

Para quem trabalha em marketing e vendas, o Make funciona em três níveis:

Nível O que faz Exemplo
Ligar Passa dados de uma aplicação para outra sem copiar e colar "Cada novo lead do formulário entra no CRM e numa folha de cálculo"
Decidir Aplica regras, filtros e caminhos diferentes conforme os dados "Leads de empresas com mais de 50 pessoas vão para o comercial; os restantes entram numa sequência de email"
Pensar Usa IA para resumir, classificar, escrever ou agir com alguma autonomia "A IA resume o pedido do cliente, dá-lhe uma prioridade e prepara um rascunho de resposta"

A maioria das empresas começa no primeiro nível. O Make destaca-se no segundo e no terceiro.

Ficha técnica

Campo Informação
Empresa Make (Praga, República Checa), do grupo Celonis
Categoria Automação no-code com IA
Onde funciona Navegador (plataforma na cloud)
Versão atual Cenários com módulos de IA, Make AI Agents, Make Grid, servidor MCP e assistente Maia (beta)
Plano grátis Sim
Idioma da interface Inglês

2. Como uso o Make no meu trabalho

O Make não é uma ferramenta que abro todos os dias como o Claude (expliquei porquê em porque é que uso o Claude para quase tudo no meu negócio). É a ferramenta a que recorro quando um processo de um cliente tem de correr sozinho, todos os dias, sem ninguém a vigiar.

A minha posição sobre o Make está escrita no artigo sobre como juntar Zapier, Notion e ChatGPT para libertar horas na semana: o Zapier é mais intuitivo para começar, mas o Make é bastante mais poderoso quando o processo tem várias decisões pelo meio, e sai mais barato a prazo. Mantenho essa opinião.

Um exemplo real. No mesmo artigo descrevi o caso de uma agência de design de interiores que recebia dezenas de pedidos de orçamento por semana. O sistema juntava um formulário (Typeform), o Make, a API da OpenAI e o Notion: o pedido entrava, a IA resumia o problema e preparava uma resposta personalizada, e o cliente ficava registado no CRM em Notion. O dono da agência recuperou 14 horas logo na primeira semana.

O método que sigo, em cinco passos:

  1. Mapear o processo antes de automatizar. Automatizar um processo confuso só produz confusão mais depressa. Primeiro desenho os passos, quem faz o quê e onde estão os dados.
  2. Desenhar o cenário no Make. Gatilho, módulos, filtros e routers, com tratamento de erros desde o início.
  3. Pôr a IA num passo concreto. Resumir, classificar, dar uma prioridade ou escrever um rascunho. Nunca "a IA trata de tudo".
  4. Manter aprovação humana no que é crítico. Orçamentos com valores, respostas a reclamações, nada disso sai sem revisão. A IA cria um rascunho; uma pessoa envia. É o princípio que defendo em porque é que o diretor de marketing deve manter a aprovação humana.
  5. Monitorizar e documentar. Cada automação tem um procedimento escrito, normalmente em Notion, para sobreviver à saída de quem a montou. Expliquei a lógica em Notion para empresas como segundo cérebro.

Onde prefiro outra ferramenta. Para uma automação de dois passos que uma pessoa sem formação técnica tem de manter, o Zapier é mais rápido de aprender. Quando o cliente exige alojar tudo nos seus próprios servidores, o n8n é a escolha natural. E quando o problema deixa de ser "ligar aplicações" e passa a ser "construir uma ferramenta", uso o Claude Code.

Como uso o Make no meu trabalho, em 5 passos1Mapear o processoPassos, responsáveis e onde estão os dados2Desenhar o cenárioGatilho, módulos, filtros e erros3IA num passo concretoResumir, classificar ou rascunhar4Aprovação humanaNada crítico sai sem revisão5Monitorizar e documentarRegistos, alertas e procedimento
Como uso o Make no meu trabalho, em 5 passos.

3. Principais funcionalidades para marketing

Funcionalidade Para que serve em marketing Planos
Editor visual de cenários Desenhar fluxos de leads, conteúdo e vendas como um diagrama, com cada passo visível Todos
Mais de 3.000 aplicações Ligar CRM, formulários, email marketing, anúncios, redes sociais, folhas de cálculo e Notion Todos
Routers, filtros e iteradores Caminhos diferentes por tipo de lead, região ou valor; tratar listas item a item Todos
Tratamento de erros Repetir, ignorar ou alertar quando uma aplicação falha, sem parar o processo Todos
Módulos de IA Resumir, classificar, extrair dados de documentos, pesquisar na web e escrever textos dentro do cenário Todos (chave de IA própria só nos pagos)
Make AI Agents Passos em que a IA escolhe as ferramentas e decide o caminho, com painel de raciocínio e pontos de aprovação Todos
Maia Assistente que cria, explica e corrige cenários a partir de um pedido em linguagem natural Pagos (beta); teste de 30 dias no Free
Make Grid Mapa automático de todos os cenários, aplicações e agentes, com dependências e consumo de créditos Pagos
Servidor MCP O Claude, o ChatGPT e outros assistentes executam os seus cenários como ferramentas Todos (gestão de cenários só nos pagos)
HTTP e API Ligar qualquer serviço com API, mesmo sem aplicação pronta no catálogo Todos
Funcionalidades de equipa Trabalho partilhado, papéis e modelos de cenário para a organização Teams e Enterprise

Se usa o Claude, o servidor MCP é a funcionalidade que mais mudou a forma como olho para o Make: o cenário passa a ser uma ferramenta que o assistente chama quando precisa. Mostrei este tipo de ligação nos 5 conectores MCP que fazem diferença no marketing. Antes de dar autonomia a agentes, leia as regras que proponho em guardrails de IA: regras antes da autonomia.


4. O Make em português de Portugal

Aqui há duas questões diferentes: a interface e o que a IA escreve dentro dos cenários.

O que funciona bem:

  • Os módulos de IA e os agentes escrevem em português de Portugal quando a instrução o pede de forma explícita. O resultado depende do modelo escolhido, não do Make.
  • Os dados passam sem problemas de acentos ou caracteres especiais entre aplicações.
  • Pode definir o fuso horário e o formato de datas da organização, o que evita emails com horas trocadas.

O que exige atenção:

  • A interface está só em inglês. Não há opção de português. Para equipas pouco à vontade com inglês técnico, isto pesa mais do que parece.
  • Os modelos e a documentação são pensados para inglês. Os modelos de cenário e os exemplos de prompts vêm em inglês; se os usar sem adaptar, os textos para clientes saem em inglês ou em português do Brasil.
  • Mensagens automáticas a clientes precisam de uma regra de idioma no próprio prompt de cada módulo de IA. Sem ela, o modelo escolhe a variante que lhe parecer.

A regra que coloco no prompt de sistema de cada módulo de IA:

Responde sempre em português de Portugal, com o Acordo Ortográfico em vigor.
Nunca uses termos do português do Brasil.
Trata o cliente por "você" de forma formal; nunca por "tu".
Se os dados recebidos estiverem incompletos, não inventes: devolve "DADOS EM FALTA" e o campo em causa.

5. Preços e planos

Valores em dólares para o escalão de 10.000 créditos por mês, verificados em outubro de 2026. O preço sobe com o volume de créditos que escolher. Confirme sempre em make.com/en/pricing.

Plano Preço Para quem O que muda
Free 0 $ Experimentar 1.000 créditos por mês, 2 cenários ativos, intervalo mínimo de 15 minutos entre execuções agendadas, agentes de IA incluídos
Core 10,59 $/mês ou 9 $/mês (anual) Pequenas empresas e freelancers 10.000 créditos, cenários ativos ilimitados, execução a cada minuto, Make Grid, Maia
Pro 18,82 $/mês ou 16 $/mês (anual) Quem tem automações críticas Execução prioritária, variáveis personalizadas, pesquisa completa nos registos de execução
Teams 34,12 $/mês ou 29 $/mês (anual) Equipas e agências Trabalho em equipa, papéis e modelos de cenário partilhados
Enterprise Sob consulta Grandes organizações Volumes de créditos à medida, mais retenção de registos, segurança e suporte avançados
Preços mensais do Make: Free 0 $, Core 10,59 $, Pro 18,82 $, Teams 34,12 $Free0 $Core10,59 $Pro18,82 $Teams34,12 $
Preços mensais do Make por plano.
Faturação mensal, em dólares, no escalão de 10.000 créditos por mês (Free: 1.000 créditos). Verificado em outubro de 2026.

Como funcionam os limites: cada módulo que executa gasta normalmente 1 crédito. Um cenário com 6 módulos que corre 500 vezes por mês gasta cerca de 3.000 créditos. O router e os módulos de tratamento de erros não gastam créditos. Os módulos de IA do próprio Make gastam conforme os tokens de entrada e de saída, e os modelos mais potentes consomem muito mais créditos por pedido do que os pequenos. Nos planos pagos pode usar a sua própria chave da OpenAI ou da Anthropic: paga os tokens ao fornecedor e o Make cobra só o crédito do módulo. Quando os créditos acabam, os cenários param até comprar mais (pode ativar compra automática nos pagos), e os créditos não usados não passam para o mês seguinte.

A minha recomendação: comece no Free para validar um cenário real. Assim que esse cenário tiver de correr em produção, passe para o Core com pagamento anual: é dos planos pagos mais baratos do mercado de automação. O Pro só compensa se precisar de execução prioritária ou de pesquisar registos com frequência. O Teams faz sentido para agências e para empresas com mais de uma pessoa a construir cenários. Antes de decidir, faça a conta dos créditos: módulos por execução vezes execuções por mês. Para comparar custos com outras ferramentas, veja as ferramentas de IA para marketing comparadas por preço.


6. Prós e contras

✅ Prós ❌ Contras
Editor visual que mostra a lógica completa, com routers, filtros e tratamento de erros Curva de aprendizagem maior do que a do Zapier
Custo por execução muito baixo comparado com o Zapier Consumo de créditos difícil de prever com iteradores e módulos de IA
Agentes de IA e servidor MCP disponíveis desde o plano gratuito Interface e documentação só em inglês
Make Grid dá uma visão de conjunto de todas as automações Não pode ser alojado nos seus próprios servidores
Plano Core anual a partir de 9 $/mês, sem custo por utilizador Plano gratuito curto para uso real (2 cenários, 15 minutos)
Liga qualquer serviço com API, mesmo sem aplicação pronta A Maia ainda está em beta e não substitui saber como um cenário funciona

7. Para quem é (e para quem não é)

O Make é uma boa escolha se:

  • tem processos de marketing e vendas com várias aplicações e decisões pelo meio (qualificação de leads, onboarding de clientes, relatórios);
  • quer pôr IA num passo concreto de um processo, com custo controlado;
  • tem alguém na equipa, ou um parceiro, disposto a aprender a lógica dos cenários;
  • é agência ou consultor e monta automações para vários clientes.

Provavelmente não é a melhor escolha se:

  • precisa de automações simples mantidas por pessoas sem qualquer formação técnica (o Zapier é mais fácil);
  • a política da empresa exige alojar dados e ferramentas nos próprios servidores (veja o n8n);
  • a empresa vive dentro do Microsoft 365 e já paga licenças que incluem o Power Automate (o guia do Microsoft Copilot ajuda a perceber esse ecossistema);
  • espera que um agente de IA resolva um processo que ninguém definiu. É uma das razões que explico em porque é que os projetos de agentes de IA falham.

8. 5 casos de uso com prompts prontos

Os prompts abaixo vão dentro de um módulo de IA ou de um agente do Make. Os campos entre chavetas são dados que o cenário traz dos passos anteriores.

1. Qualificar leads do formulário do site

És um assistente comercial de uma empresa B2B portuguesa.
Recebes este pedido de contacto: nome {nome}, empresa {empresa}, cargo {cargo}, mensagem {mensagem}.
1. Resume a necessidade em 2 pontos.
2. Dá uma nota de urgência de 1 a 10 e explica numa frase.
3. Escreve um rascunho de resposta (máx. 120 palavras) que mencione o problema concreto e inclua {link_agenda}.
Devolve em JSON com os campos: resumo, urgencia, justificacao, rascunho.
Português de Portugal. Não inventes dados que não estejam no pedido.

O rascunho vai para o Gmail como rascunho, não é enviado. Para os passos seguintes da venda, veja como gerar leads B2B no LinkedIn com IA.

2. Responder a quem comenta uma palavra-chave no Instagram

Escreve uma mensagem privada (máx. 40 palavras) para quem comentou "{palavra}" na publicação sobre {tema}.
Agradece o comentário, entrega o recurso com o link {link} e não vendas nada nesta mensagem.
Tom próximo mas profissional. Português de Portugal. Sem emojis.

Antes de automatizar, leia as regras da Meta e do RGPD no meu guia sobre automação de comentário para DM no Instagram.

3. Resumir reuniões e criar tarefas

Recebes a transcrição de uma reunião comercial: {transcricao}.
1. Resume as decisões em 5 pontos.
2. Lista as tarefas no formato: tarefa | responsável | prazo (se não houver prazo, escreve "a definir").
3. Escreve o email de seguimento para o cliente (máx. 150 palavras).
Português de Portugal. Não atribuas tarefas a pessoas que não falaram na reunião.

O cenário cria as tarefas no Notion ou no CRM. Mais ideias em IA nas reuniões: resumir e delegar tarefas.

4. Reativar clientes inativos por email

Este cliente não compra há {dias} dias. Última compra: {produto}, valor {valor}.
Escreve uma sequência de 3 emails (assunto + corpo, máx. 100 palavras cada):
1. lembrar sem pressionar; 2. mostrar uma novidade relacionada com {produto}; 3. oferta {oferta} com prazo.
Português de Portugal, tratamento por "você". Não inventes descontos além de {oferta}.

Para a estratégia por trás, veja email marketing com IA.

5. Triar mensagens do WhatsApp para a equipa certa

Classifica esta mensagem de cliente: {mensagem}.
Categorias possíveis: orçamento, apoio técnico, reclamação, faturação, outro.
Devolve em JSON: categoria, urgencia (baixa/média/alta), resumo (máx. 20 palavras).
Se for reclamação, urgencia é sempre "alta".

O router do Make envia cada categoria para a pessoa certa. Expliquei o contexto em o WhatsApp com IA como canal de vendas.


9. Make vs alternativas: quadro comparativo

Preços de entrada pagos indicados pelas próprias empresas em outubro de 2026 (o n8n publica preços em euros).

Make n8n Zapier Power Automate Claude Code
Empresa Make (Celonis) n8n Zapier Microsoft Anthropic
Plano grátis Sim, 1.000 créditos/mês Sim, versão self-hosted (Community) Sim, 100 tarefas/mês Teste de 30 dias Não (incluído nos planos pagos do Claude)
Plano pago principal Core, 10,59 $/mês Starter, 20 €/mês (anual) Professional, 29,99 $/mês Premium, 15 $/utilizador/mês (anual) Claude Pro, 20 $/mês
Opção mais barata Core anual, 9 $/mês Community self-hosted, gratuita Professional anual, 19,99 $/mês — Claude Pro anual, 17 $/mês
Para não técnicos ★★★☆☆ ★★☆☆☆ ★★★★★ ★★★☆☆ ★☆☆☆☆
Cenários complexos ★★★★★ ★★★★★ ★★★☆☆ ★★★★☆ ★★★★☆
Agentes de IA ★★★★☆ ★★★★★ ★★★★☆ ★★★☆☆ ★★★★★
Self-hosting ★☆☆☆☆ ★★★★★ ★☆☆☆☆ ★★☆☆☆ (RPA no computador) ★★★★☆ (corre onde quiser)
Custo em volume ★★★★☆ ★★★★★ ★★☆☆☆ ★★★☆☆ ★★★☆☆
Melhor para Processos com decisões e IA a custo baixo Equipas técnicas que querem controlo total Automações simples mantidas por qualquer pessoa Empresas que vivem no Microsoft 365 Automações e ferramentas à medida, em código
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As classificações por estrelas refletem a minha experiência e análise destas ferramentas em projetos de automação de marketing e vendas, não testes de laboratório.

Make ou Zapier? É a comparação mais pesquisada. O Zapier é mais fácil: os passos são lineares e qualquer pessoa monta uma automação simples numa tarde. O Make pede mais tempo de aprendizagem, mas mostra a lógica completa num diagrama e lida melhor com ramificações, listas e erros. No custo, a diferença é grande: o Core do Make dá 10.000 créditos por 10,59 $/mês, enquanto o Professional do Zapier começa nas 750 tarefas por 29,99 $/mês. Para uma empresa que vai ter mais do que meia dúzia de automações, escolho o Make.

Make ou n8n? Os dois servem cenários complexos. O n8n ganha quando a empresa quer alojar a ferramenta nos próprios servidores ou tem uma equipa técnica; o Make ganha na rapidez de arranque, no catálogo de aplicações prontas e em não ter de manter servidores. Se nunca usou nenhum dos dois e não tem programadores, comece pelo Make.


10. A minha avaliação por critério

Avaliação do Make por critério, nota global 8 em 10Poder de automação9Funcionalidades de IA e agentes8Número e qualidade de integrações8,5Fiabilidade e monitorização8Português de Portugal6,5Facilidade de uso7Relação preço/valor9Nota global8/10
A minha avaliação do Make por critério.
Critério Nota Comentário
Poder de automação 9/10 Routers, iteradores, tratamento de erros e API cobrem quase qualquer processo de marketing e vendas
Funcionalidades de IA e agentes 8/10 Módulos de IA, agentes com raciocínio visível, MCP e Maia; os agentes ainda pedem bastante configuração
Número e qualidade de integrações 8,5/10 Mais de 3.000 aplicações e HTTP para o resto; menos aplicações prontas do que o Zapier
Fiabilidade e monitorização 8/10 Registos de execução, alertas de erro e Make Grid; a pesquisa completa nos registos só existe a partir do Pro
Português de Portugal 6,5/10 Interface só em inglês; os passos de IA escrevem bem em PT-PT com instrução
Facilidade de uso 7/10 Mais exigente do que o Zapier; a Maia ajuda, mas convém perceber a lógica dos cenários
Relação preço/valor 9/10 Dos custos por execução mais baixos do mercado no-code, sem pagar por utilizador
Nota global 8/10

11. Perguntas frequentes

O Make é gratuito?

Sim. O plano Free dá 1.000 créditos por mês, 2 cenários ativos e execuções agendadas no mínimo de 15 em 15 minutos, e inclui os agentes de IA. Chega para testar um processo real, mas não para pôr vários cenários em produção.

Quanto custa o Make Core?

10,59 dólares por mês, ou 9 dólares por mês com pagamento anual, para 10.000 créditos mensais, segundo os valores publicados em outubro de 2026. O preço sobe se escolher mais créditos. O Pro custa 18,82 dólares por mês e o Teams 34,12 dólares por mês, no mesmo escalão de créditos.

Make ou Zapier: qual escolher?

O Zapier é mais fácil para automações simples e tem mais aplicações prontas. O Make é mais poderoso em processos com várias decisões e sai bastante mais barato em volume. Para empresas que vão ter várias automações, prefiro o Make.

O que é um crédito no Make?

É a unidade de faturação, que substituiu as antigas "operações". A maioria dos módulos gasta 1 crédito por execução; os módulos de IA do Make gastam conforme os tokens usados. O router e os módulos de tratamento de erros não gastam créditos.

O Make tem agentes de IA?

Sim. Os Make AI Agents estão disponíveis em todos os planos e funcionam dentro dos cenários, com um painel que mostra o raciocínio de cada passo e a possibilidade de exigir aprovação humana. Pode usar os modelos fornecidos pelo Make ou, nos planos pagos, ligar a sua própria chave de IA.

Posso usar o Make com o Claude ou o ChatGPT?

Sim, de duas formas. Dentro dos cenários, com módulos da OpenAI, da Anthropic ou do próprio Make. Ou ao contrário, através do servidor MCP do Make, que permite ao Claude ou ao ChatGPT executar os seus cenários como ferramentas.

Preciso de saber programar para usar o Make?

Não. Os cenários montam-se arrastando módulos. Mas precisa de perceber conceitos como filtros, routers e mapeamento de dados, e para ligar serviços sem aplicação pronta convém saber ler documentação de API.

É seguro usar o Make com dados de clientes?

O Make tem centros de dados na Europa e nos Estados Unidos e funcionalidades de segurança reforçadas no Enterprise. A segurança real depende de como monta os cenários: que dados passam, para que aplicações e com que acessos. Use a minha checklist de segurança de IA para empresas antes de pôr dados pessoais a circular.


12. Veredicto final

O Make é, para mim, a melhor relação entre poder e preço na automação no-code. Quando um processo tem várias aplicações, decisões e um passo de IA pelo meio, o editor visual torna a lógica legível e o custo por execução mantém-se baixo, mesmo com milhares de execuções por mês.

O preço a pagar é a curva de aprendizagem e a interface em inglês. Se a pessoa que vai manter as automações não tem perfil técnico, o Zapier é mais seguro. Se a empresa exige controlo total sobre servidores, o n8n é mais adequado. E nenhuma ferramenta de automação resolve um processo mal definido.

Por onde começar: escolha um único processo que lhe roube horas todas as semanas (pedidos de contacto, onboarding de clientes ou relatórios), desenhe-o no papel e monte-o no plano gratuito. Mantenha um passo de aprovação humana. Se correr bem durante duas semanas, passe para o Core anual. Para escolher que processos automatizar primeiro, veja onde os agentes de IA dão lucro numa PME.


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Informação verificada a 28 de outubro de 2026 na página oficial de preços do Make, no centro de ajuda do Make (créditos, servidor MCP e Maia), nas páginas oficiais dos Make AI Agents e do Make Grid, e nas páginas de preços do Zapier, do n8n e do Power Automate. O Make muda com frequência: confirme sempre preços e funcionalidades em make.com/en/pricing. Esta review é independente e não é patrocinada pela Make.